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sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

"Exposição Sensibilidades"

A Galeria de exposição do Teatro-Cine de Pombal tem patente ao público uma exposição de fotografia intitulada "Sensibilidades 25", organizada pelo Centro do Património da Estremadura (CEPAE) e coordenada por José Luís Jorge.
Esta exposição reúne trabalhos fotográficos inéditos de 25 fotógrafos do distrito de Leiria, com vários estéticas e tendências artísticas, desde o fotojornalismo até à chamada fotografia do autor, revelando uma visão abrangente sobre o universo da fotografia na região de Leiria.
De salientar que uma das fotografias expostas, da autoria do fotógrafo Luís Lobo Henriques, venceu recentemente um prémio atribuído pela revista francesa Photo subordinada ao tema Design.
A exposição ficará patente ao público até dia 6 de Março de 2011.

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

III Antologia de Poetas Lusófonos em Pombal

Cerca de duas centenas de pessoas, vindas de várias localidades de Norte a Sul do país e Espanha, assistiram ao lançamento da III Antologia de Poetas Lusófonos, da responsabilidade da editora Folheto Edições, que teve lugar no excelente Auditório da Biblioteca Municipal de Pombal (Portugal).
Este livro, com a participação de 98 poetas oriundos de 11 países, foi apresentado por Adélio Amaro, coordenador editorial, e Arménio Vasconcelos, presidente da Academia de Letras e Artes Lusófonas. A mesa foi presidida por Narciso Mota, presidente da Câmara Municipal de Pombal e contou ainda com a moderação do jornalista Nuno Jesus.
Durante a sessão foram lidos alguns poemas pelas vozes de Soares Duarte, José Vaz, Prates Miguel, Péqui Fernandes, Alfredo Gregório e Libânia Madureira.
A iniciativa terminou com um Porto de Honra e uma curta actuação do Grupo de Tunos de Leiria.
As próximas apresentações da III Antologia de Poetas Lusófonos terão lugar no Porto, Lisboa, Alcanena e Silves. Existem as possibilidades de apresentações noutros lugares, com destaque para os Açores, Suíça e França.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Castelo de Pombal

Apesar de vestígios arqueológicos no morro do castelo de Pombal indicarem anteriores presenças romana e, também, muçulmana, seria natural que em zona de correias militares predominasse a desertificação populacional. Mesmo assim, nos campos mais férteis ou de estacionamento de tropas, poder-se-ia encontrar gente, embora escassa e muitas vezes moçárabe.
A lenda do castelão Al-Pal-Omar daqui desalojado em surtida templária sob a invocação de S. Miguel, que levaria o santo ao antigo brasão da vila, pode não ter sustentação, mas não deixa reflectir o peso dos templários na região.
O “fossado da Ladeia”, autêntica acção de limpeza militar lançada por D. Afonso Henriques a partir de Coimbra, por Penela, Germanelo, Alvorge e Ansião, pode ter chegado a Pombal na preparação da conquista das terras de Leiria, em 1135.
O certo é que na distribuição das terras vizinhas e outras mercês dadas pelo príncipe num equilíbrio entre senhores da guerra, conventos, bispados e ordens, e face à possibilidade de tardias investidas almoadas, a Redinha (1159) e Pombal (1174) viram-se confirmadas à guarda do mestre templário Gualdim Pais.
Todavia, este já teria construído ou reconstruído o castelo de Pombal em 1161, que acolheu o novo burgo na encosta sul, onde se encontram não só a estrada principal, como as antigas igrejas de St.ª Maria do Castelo e de S. Pedro.
Em 1323, Pombal merecia já pacíficas visitas reais, como entendimento celebrado entre D. Dinis e o filho D. Afonso na Igreja de S. Martinho. Mais tarde, em 1509, D. Manuel visitaria o castelo e a vila, mandado reconstruir a velha torre.
No séc. XVII, com a presença do conde de Castelo Melhor, o castelo foi readaptado a residência, embelezado, recuperando-se elementos arquitectónicos manuelinos, como os de uma janela ainda hoje visíveis.
Depois, cumpriu o desuso e abandono como os outros da região, até aos trabalhos de restauro parcial, em 1940, e aos projectos de reanimação que actualmente se desenham.
Também as surtidas de D. Fuas Roupinho em defesa destas terras, face ao avanço almoada e das quais a tradição lhe daria a alcaidaria da vila, surgem envoltas em mistério, tal como a própria personagem do lendário almirante.
Seria com D. Sancho I, no séc. XII, e com D. Dinis no seguinte, que o castelo foi ganhando condições de residência, mas foi sobretudo o Conde de Ourém, D. Afonso, que tendo recebido a donataria de Porto de Mós, ordenaria obras de fundo adornando o edifício ao jeito palaciano, antecipando um gosto de cortesão e renascentista, como se pode observar na sua elegante silhueta, mas também nos recortes dos janelões ou no capitel revivalista de uma sobrevivente coluna jónica.
Com a marca deste seu patrono bem visível na divisa “Me faut fere” e nas duas gruas num labor nunca devidamente descodificado, tal como na cripta da Sé de Ourém, depois do abandono semelhante aos seus vizinhos, teve recentemente notáveis obras de restauro que o voltam a dignificar.
Acácio Fernando de Sousa
Director do Arquivo Distrital de Leiria