sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Câmara Municipal de Lagoa vai promover mais uma noite de Cantar às Estrelas

A tradição vai voltar a cumprir-se na Vila da Lagoa quando os lagoenses saírem à rua para Cantar às Estrelas. Com a organização da Câmara Municipal de Lagoa, e tendo como palco deste ano a Praça de Nossa Senhora do Rosário, será no próximo dia 29 de Janeiro que oito grupos do Concelho irão sair à rua para honrar uma tradição que marca o encerramento das festividades natalícias.
Grupo de Cantares Tradicionais de Santa Cruz; a Sociedade Filarmónica Estrela D’Alva; o Grupo Som do Vento; o Grupo Tradições dos Remédios; a Associação Musical de Lagoa; a Sociedade Filarmónica Lira do Rosário; o Grujola; e o Grupo de Cantares Tradicionais do Cabouco; serão os oito grupos que partirão a partir das 20h00 do Largo de Sainte-Thérère rumo à Praça de Nossa Senhora do Rosário onde cada grupo interpretará dois temas alusivos às estrelas.
Este é um certame que promete juntar muitos populares naquela praça, em torno de uma tradição que se cumpre há já vários anos na Lagoa.
Realce-se que o Cantar às Estrelas, que encerra as festividades natalícias, é já uma tradição antiga oriunda dos Açores, que a Câmara Municipal de Lagoa tem tentado preservar, promovendo e apoiando ininterruptamente nos últimos anos e promovendo a sua realização alternada pelas várias Praças e espaços públicos da Vila da Lagoa.

Prates Miguel na RTP2

Não perca hoje, 21/01/2011, pelas 00,15 horas, na RTP2, o programa "5 para a Meia Noite", apresentado por Luís Filipe Borges, onde Prates Miguel, autor da Folheto Edições, abordará o tema da sesta e falará sobre o seu recente livro "A deriva do Aparo", com prefácio de Luís de Matos.

Cantares na Vila

Com a organização do Grupo de Cantares Pinhal d'El Rei, o Teatro Miguel Franco, recebe no próximo sábado, 22 de Janeiro, em Leiria, pelas 21h30, com entrada livre o espectáculo de "Cantares da Vila".
Vinte e oito anos já são passados e a persistência de alguns permite que novas gerações de músicos se enquadrem na ambiência musical mais tradicional, sempre com arranjos nossos mais ou menos arrojados. Os fados da Amália são relembrados e embelezados pelo toque diferente do bandolim e pela voz da cantora Ana Guerra. E porque não alguns originais com uma sonoridade próxima da música popular, respeitando a poesia dos nossos poetas mais populares?

Biblioteca Lausana (Suíça) apresenta lusofonia

A BCU – Biblioteca Cantonal e Universitária de Lausana (Suíça) organiza, durante o primeiro semestre de 2011, uma série de eventos culturais de grande interesse, ligados à Lusofonia.
Constam do programa:
10 de Fevereiro
EDUARDO LOURENÇO Conferência (em francês) e Coro Feminino Brasileiro Manga Rosa
24 de Fevereiro
MAURIZIO PERUGI Conferência (em francês)
17 de Março
LÍDIA JORGE Leitura (bilingue) e encontro com a escritora
6 de Abril
BERNARDO CARVALHO Leitura bilingue e encontro com o escritor
27 de Maio GONÇALO M. TAVARES
Leitura bilingue e encontro com o escritor
21 de Junho
MARIANA CORREIA Recital de Fado
ENTRADA LIVRE – NÚMERO DE LUGARES LIMITADO
www.fapsuisse.ch

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Adélio Amaro entrega a Pedro Pauleta o Diploma da AICAL

O Açoriano Pedro Miguel Carreiro Resendes, "Pauleta", melhor marcador de sempre da Selecção Portuguesa e melhor marcador da história do Paris St. German (França), recebeu das mãos do leiriense Adélio Amaro, presidente da Associação de Investigação e Cultura dos Açores/Leiria (AICAL), o Diploma de Honra ao Mérito pelos relevantes serviços prestados ao engrandecimento dos Açores.
A entrega do referido Diploma decorreu nas instalações da Fundação Pauleta onde também funciona o Complexo Desportivo e Escola de Futebol Pedro Pauleta, em Ponta Delgada, na ilha de São Miguel, Açores.
Pedro Pauleta, honrado com a entrega do Diploma, reconheceu a importância desta Associação na ajuda que tem prestado ao desenvolvimento Cultural entre Açores e Leiria.
O ex-jogador lembrou ainda, alguns episódios da sua carreira e a forma como tem sido acarinhado por imensas pessoas e instituições, tanto em Portugal como na França, sem esquecer os Açores.
Embora a trabalhar com o Paris St. German, Pedro Pauleta mantém a ligação à terra que o viu nascer, através da sua residência e também do Complexo Desportivo com capacidade para dar formação a 200 crianças.

AICAL na imprensa: Açoriano Oriental

Entrevista a Carlos Alberto Moniz

O Maestro Carlos Alberto Moniz, natural da ilha Terceira, Açores, tem dedicado a sua vida profissional ao meio artístico como apresentador, maestro, músico e compositor. Participou em espectáculos em Portugal e no estrangeiro com grandes nomes como José Afonso, Adriano Correia de Oliveira e Carlos Paredes, com os quais gravou vários discos. Foi director musical de vários espectáculos de Revista. Marcou presença em vários Festivais da Eurovisão da Canção como autor, intérprete e Maestro. Com dezenas de discos e CDs editados, Carlos Alberto Moniz assinou a direcção musical de vários programas televisivos. Participou em diversas séries e apresentou programas de televisão onde se destacam “Fungagá da Bicharada” e o actual, “Portugal sem Fronteiras”, com a fadista Diamantina, aos sábados de manhã na RTP1. São poucas as linhas destas páginas para falar da tão preenchida carreira de Carlos Alberto Moniz, cheia de prémios, onde o Arquipélago dos Açores tem sempre em cantinho especial.

Desde o início da sua carreira que se dedica à música. Como é que esta surge na sua vida?
Quer quisesse quer não quisesse já o meu avô, João Moniz, era maestro e violonista. Fez uma recolha muito grande da música popular açoriana. Existem muitos manuscritos. Eu tenho alguns desses manuscritos, das nossas modas: “O Sol perguntou à Lua”; “São Macário” a “Lira”... tenho os manuscritos dele. Depois, o meu pai foi embalado aos ensaios da Orquestra do meu avô e adormecia, muita vez, no sofá enquanto a Orquestra tocava. A seguir, o meu pai, pianista de uma Orquestra de Jazz, tocava, também, em casa e eu lá ia adormecendo ao som do meu pai.
Mais tarde, comecei a aprender piano e violino com o mestre Raul Coelho, professor de piano e harmonia, da Terceira, e com o mestre Manuel Arraial, professor de violino, de São Miguel.
Alguem tempo depois, fui estudar para Lisboa, entrei para o Conservatório, além de Agronomia, fui aprendendo sempre com mestres como Pedro Osório e outros que me passaram parte do saber que tinham, porque o saber integral não se consegue passar.

Os grandes mestres, quando deixam a vida terrena, levam o saber completo com eles...
O que eu tenho mais pena da morte das pessoas... pode ser uma posição um bocadinho egoísta... é o saber que com elas desaparece porque não foi possível fazer save no disco externo. E, existe tanta sabedoria que se foi embora e não ficou registada que me faz muita impressão, além da falta que os amigos fazem e da saudade... tenho este pensamento um bocadinho materialista, confesso. Mas, se eu pudesse ter a arte de um Antero de Quental, de um Nemésio ou de um Mozart ou mesmo de um Beethoven, ou de outros mais recentes...

Conviveu e convive com grandes homens e mulheres do mundo da Música e da Literatura. Nos primeiros anos da sua carreira tinha noção de que estava a conviver com homens e mulheres de grande valor e até, de certa forma, mais evoluídos que os restantes?
Mais agora do que na altura. Passava muitos serões com Luís Tó Monteiro, Bernardo Santareno, Afonso Praça, José Carlos Ary dos Santos, Fernando Tordo, Paulo de Carvalho e muito mais gente. Aliás, uma vez perguntaram à Lúcia, a minha filha, porque é que ela não era vaidosa e ela respondeu: “porque é que eu hei-de ser vaidosa se eu comia sopa ao colo do Fernando Guerra, com o Paulo de Carvalho a dar-me o bife e o Fernando Tordo a descascar- -me a fruta! Quem sou eu, se fui educada ao colo desta gente toda”.
De facto era gente muito importante e a prova é que a obra ficou. A importância era tal que me marcou em termos de conduta como cidadão. Tenho, agora, consciência do que eram Zeca Afonso, Adriano Correia de Oliveira, Carlos Paredes... fartei-me de correr mundo a tocar com eles e a gravar discos... é gente que me ensinou que viver não é só comer, beber e defender uma outra posição, mais ou menos, rigidamente. Temos que ter na prática, do dia-a-dia, a coerência com aquilo que afirmamos. Não basta ir cantar uma cantiga sobre a Liberdade e depois ser um déspota no dia-a-dia nem falar em solidariedade e depois esquecer a solidariedade. Hoje em dia se a gente perguntar a qualquer pessoa o que é que pensa dos deficientes, toda a gente diz: “temos que ajudá-los muito, temos que ter muito respeito”. Mas, se atravessarmos uma grande cidade são milhares, não são centenas, de automóveis em cima dos passeios. E, se, por exemplo, um deficiente quiser passar de cadeira de rodas, não passa. E, se perguntarmos a cada uma dessas pessoas, todas têm muita pena e todas são caridosas lá da sua forma especial.
Portanto, fui aprendendo, ao longo da minha vida, com estas grandes figuras, como Sophia Mello Breyner, Nemésio e outras que me vou lembrando aos poucos... a ter o cuidado da palavra mas também o que as palavras querem dizer... não basta juntar palavras bonitas, as palavras juntam-se e fazem frases, as frases definem ideias e quando se dizem determinadas frases essas ideias, que estão subjacentes, ou as praticamos ou então vamos para actores representar o papel de outros...

Ao longo da sua vida, esteve quase sempre ligado à Música, passou ligeiramente pelo Cinema, fez Televisão, mas existe um pormenor que lhe está sempre patente – nunca esqueceu os Açores...
Eu costumo dizer que vivo nos Açores, só que o meu trabalho é muito longe e passo muito tempo fora de casa. Tenho a minha casa na Praia da Vitória, ilha Terceira, só que por vezes, estou no Canadá, estou em Lisboa, estou no Porto, estou no Alentejo... África do Sul, Timor, Brasil... nunca paro no mesmo sítio e 90% dos contactos que tenho são açorianos que me chamam para ir aqui e ali.

E, no caso concreto da Lusofonia, através do programa que tem na RTP, "Portugal sem fronteiras", tem encontrado açorianos no meio Lusófono que está espalhado pelo Mundo?
Tenho. Se bem que eu acho que ser açoriano não é formar um clube de elite mas, sim, defender os nossos valores, as nossas gastronomias, a nossa música popular, as nossa touradas à corda, as nossas marchas, os nossos bailinhos de Carnaval, existe uma necessidade muito grande de divulgar isso o mais possível.
Hoje em dia, numa sociedade em que a comunicação é tão fácil, já não existe especialidades, obras, receitas, manifestações culturais que sejam só na região onde são feitas. São exemplo os bailinhos de Carnaval, que eram uma coisa que se fazia e se faz, felizmente, 60, 70, 80 bailinhos que saem em cada Carnaval, na ilha Terceira, inspirados nas cegadas do Continente. Tudo isto, alguns anos para cá, está na Net. Portanto, podemos estar em Timor, nos Estados Unidos ou no Médio Oriente a ver bailinhos de Carnaval. E, por isso, é que eu acho que ser Açoriano não é fechar as coisas no baú da nossa memória mas, sim, levá-la a todos.

Na sua carreira, onde é que se sentiu mais realizado, sabendo que além de compor, participou no Festival da Canção e na Eurovisão onde dirigiu a Orquestra, participou em vários programas de televisão como responsável pela composição musical, fez espectáculos?...
Eu tento nunca ser um artista ou cidadão como aqueles falsos arquitectos que costumo designar. Existem muitos artistas e criativos a quem se pergunta: "que é que estás a fazer?". Eles dizem: "tenho um projecto, ando há quinze anos a pensar nisso, mas ainda não está bom para apresentar". Eu, durante os últimos quinze anos, se calhar, os projectos não serão tão bons como esses pensadores mas, a verdade, como disse, é que já fiz televisão, fiz cinco anos de rádio em que entrevistei as finas flores, desde a ala esquerda à ala direita, desde o Garcia Pereira ao José Ribeiro e Castro, por exemplo, passando por todos os outros representantes da justiça e do poder. Na televisão estou a fazer um contacto que está a correr muito bem, que tem portugueses que nos ligam desde o Médio Oriente, Macau, Timor, além das Américas e toda a Europa.
O dirigir a Orquestra foi uma das sensações de poder maior que eu tive na vida, particularmente na Eurovisão, sabendo que estavam milhões de pessoas, tanto na Suécia como na Jugoslávia, embora também tenha estado na Noruega. Mas, nestes dois primeiros em que fui dirigir a Orquestra e que estava com os braços prontos para dar entrada, passou-me pela cabeça: e se eu agora não entrasse, como é que era? É uma sensação de poder.
Claro que entrei. Se não tivessem confiança em mim a RTP não me tinha mandado lá. São estes grandes desafios que eu gosto de correr.
Estreei, alguns meses, uma Cantata com um coro de oitenta e tal figuras e uma Orquestra de cinquenta e tal e com quatro solistas, soprano, contra-alto, baixo e tenor sobre os 25 anos de Património Mundial, que também está na Net: “Cantata Património Mundial Angra do Heroísmo”.

E o Teatro, a Revista e o Cinema?
Para Teatro nunca tive jeito. Fiz muita música para Revista. Cinema fiz alguma coisa porque o Jorge Paixão da Costa e o Moita Flores são "malucos" e acham que eu sou actor. Ou, então, querem rir de mim ou são mesmo meus amigos. Já me colocaram a representarem vários situações mas, penso que o fizeram por amizade. O que eu gosto, mesmo, é de improvisar, disso não tenho medo nenhum.

Acontece um pouco isso com o seu programa "Portugal sem fronteiras", na RTP, com a ajuda da Diamantina?
Sim, porque a Diamantina é uma grande companheira que eu tenho no programa, é do Peso da Régua, estamos sempre a brincar com a situação de eu ser Açoriano e ela do Porto, eu do Benfica ela do FCP, estamos sempre pegados mas, é um conflito de gerações apenas...
Adélio Amaro

Entrevista a Rita Guerra

A Rita Guerra passou parte da sua infância nos Açores, na Ilha Terceira. Que recorda dessa fase da sua vida?
Tanta coisa. Eu vivi no Bairro de Oficiais da Base das Lajes, nos anos 80. Lembro-me praticamente de tudo. Foi uma fase muito marcante da minha vida. Foi uma fase da vida que eu acho extremamente importante que é a nossa adolescência. E, as experiências que lá tive foram todas positivas.

Tem saudade?
Tenho muita saudade. Ainda recentemente fiz escala lá, a caminho da ilha Graciosa. E do Aeroporto Civil tive oportunidade de voltar a ver a zona do Bairro onde habitava… Lembro-me praticamente de tudo como era, porque hoje está diferente. E tenho a sorte de ter feito concertos na Ilha.

Conhece outras Ilhas?
Sim. Da ilha de São Miguel, recordo-me de algumas coisas, porque tenho lá família e estive lá o ano passado a fazer um concerto nas Portas da Cidade. Estive no Rali Sata Açores, onde fui cantar o Hino dos Açores. Este ano estivemos no Pico, em São Roque… isto para dizer que não conheço todos mas que conheço um pouco de todas as que já visitei, faltando-me apenas visitar o Corvo e Flores. Tive a oportunidade de conhecer, recentemente a Graciosa.

Esteve na Graciosa onde foi madrinha da Gruta do Enxofre candidata às Sete Maravilhas Naturais de Portugal. Como é que surgiu o convite?
O convite surge, precisamente, por saberem que eu tinha uma afinidade muito grande com o Arquipélago e o facto de ter lá vivido. Eu menciono várias vezes, em entrevistas, a minha passagem pelos Açores e sempre com grande saudade. De maneira que alguém terá sabido e entendeu convidar-me.

Que achou da Gruta do Enxofre, na Ilha Graciosa?
Tive pena de não conseguir ver a Gruta do Enxofre, porque naquele dia o nível de dióxido de carbono estava muito alto e era proibido entrar. Mas, tive a oportunidade de ver a visita virtual que eles têm lá disponível. Tive, ainda, a oportunidade de ver a boca da gruta e ver o espaço maravilhoso onde está localizada.

Depois dos Açores como é que surge a música na vida da Rita Guerra?
A música sempre esteve cá a fervilhar. Mas, foi nos Açores, precisamente, que eu percebi que também conseguia acompanhar-me ao piano. Eu tocava piano e cantava e nos Açores descobri que conseguia fazer as duas coisas ao mesmo tempo. Tentei fazer as duas coisas juntas e gostei do resultado e da experiência.
Entretanto as oportunidades foram surgindo e eu acabei por conseguir, felizmente, ter a sorte de enveredar pela música. Tive a sorte de conhecer as pessoas certas.

O maestro Pedro Osório é uma pessoa fundamental na sua carreira?
Claro que sim. O Pedro Osório é um génio, é um excelente músico, é um grande amigo. Foi director musical no Casino do Estoril durante muitos anos e é um músico por excelência.

As participações nos Festivais da Eurovisão são marcos que ficam na sua carreira. Teve a oportunidade de participar mais de que uma vez. Acha que Portugal alguma vez vai conseguir ganhar esse Festival? Depois de ter apresentado tão boas vozes, como foi o caso da Rita Guerra?
Eu já ouvi dizer tanta coisa sobre a Eurovisão… as coisas que eu ouvi foram todas muito feias… eu não vou reproduzir porque não o devo fazer… e por isso mesmo, as coisas feias que ouvi, não sobre Portugal, mas sobre a forma como eventualmente é gerido tudo o que rodeia a noite da Eurovisão, por aquilo que eu sei, Portugal nunca vai ganhar.

“As Canções do Século” foi um projecto que ajudou a sua carreira a dar um salto mais visível perante o público?
Sim, sem dúvida. “As Canções do Século” foi um projecto que teve imensa audiência, naquele Festival da Canção, no ano em que ganhou a Anabela. E, a partir daí, começaram a surgir muitos convites e fizemos quase sete anos de espectáculos ao vivo. E, era um espectáculo muito caro, e nem por isso deixaram de contactar e contratar.
Foi extremamente importante. Teve imensa projecção. Houve muita gente a procurar o disco, que não estava gravado. E, depois tivemos oportunidade de fazer um espectáculo ao vivo no Casino do Estoril para ser filmado e gravado e ver, finalmente, o registo que pudesse ser vendido ao público. Este projecto foi encomendado apenas para a noite do Festival e de repente foi um sucesso enorme e acabou por ser um bom trampolim para todos nós.

Durante 21 anos esteve a fazer espectáculos no Casino do Estoril. Foi por opção própria ou entendeu que ali poderia elevar a sua carreira?
O Casino é uma casa maravilhosa, com grandes espectáculos de qualidade, mas tem um público itinerante. Tem um público muito variado e diferente. As pessoas que ali vão, na sua maioria, não vão para ouvir a Rita Guerra. As pessoas vão ali para ver o espectáculo, para ali jantar… e existem muitos grupos estrangeiros que por ali passam.
Obviamente que tem de ser um espectáculo para agradar a todos e não é um espectáculo onde se destaca apenas um cantor ou uma cantora, ou um bailarino ou um solista…
Sendo assim o público nunca era mesmo e o espectáculo sim, era sempre o mesmo durante um ano e meio ou dois anos, porque tinha uma produção muito cara.
Sendo assim, é óbvio, que não é muito criativo para um artista cantar as mesmas coisas todos os dias.

Esta nova fase de espectáculos no exterior acha que é melhor do que estar diariamente no mesmo palco?
É muito melhor do que estar sempre no mesmo palco. Eu acho que não se pode comparar uma situação com a outra, porque são completamente distintas e apenas têm em comum a música.
Agora, chegar ao final deste tempo todo e vir para junto do público e estar ao alcance de toda a gente é muito bom.
Enfrentar o público pelo país fora, e não só, para mim, faz sentido. É maravilhoso ver que realmente tenho um apoio gigante de pessoas que gostam de mim, que gostam das minhas músicas, que gostam do nosso espectáculo e que vão assistir, mesmo que esteja frio ou a chover.
Já dei espectáculos perante vinte mil pessoas, a chover muito, e foi maravilhoso ver as pessoas a assistirem sem arredar pé, mesmo com as más condições do tempo.

Foi a Rita Guerra que entendeu deixar o Casino?
A determinada altura entendi vir embora. Cheguei ao pé do Pedro Osório e disse-lhe que estava na altura de deixar o Casino e ir para os espectáculos no exterior. Ele disse-me: “Como produtor musical do Casino peço-te por tudo que não vás embora. Como amigo, vai-te embora já.”. Portanto, houve uma altura em que realmente senti que deveria ir embora… mas, foi-me pedido para não sair, até porque era uma época muito complicada, porque o Casino ia entrar em obras e o espectáculo ia passar para uma sala muito pequena e precisavam de um nome que tivesse consistência para chamar público. Eu disse que sim, acabei por ficar. Era confortável, onde se tinha trabalho 365 dias por ano.

Quando sai é o momento certo para a continuação da sua carreira?
As coisas aconteceram no tempo certo em que tinham de acontecer. Não acho que saí de lá tarde demais, porque tinha cá fora um público enorme a esperar por mim. Senti que as pessoas não se esqueceram de mim e sinto uma energia e uma vontade enorme de continuar.

O nível de vendas de um CD é fruto de alguém que gosta de um determinado trabalho. Após a sua saída do Casino as vendas dos trabalhos da Rita subiram?
Sem dúvida. Foi uma coisa astronómica. Sabe, estou com 42 anos mas sinto-me uma miúda, com tudo isto.

Recentemente sagrou-se vencedora no “Top Choise Awards”, na categoria de “Top Internacional Female Singer 2009” através da votação da comunidade portuguesa residente no estrangeiro. Como é que surge esse reconhecimento do público português no estrangeiro perante o trabalho da Rita Guerra, mesmo com poucas actuações realizadas fora do país?
Eu penso que é através do conhecimento que a comunidade portuguesa tem do meu trabalho, essencialmente através da televisão, rádio e Internet. Por isso, estou completamente disponível e com muita vontade para cantar ao vivo para os nossos emigrantes, porque eles são, sem dúvida, o exemplo da nossa representação portuguesa no estrangeiro. A eles agradeço muito este prémio que me foi atribuído dois anos seguidos.

Está agora a promover o CD “Luar”. De todos os trabalhos que editou qual foi o que lhe deu o verdadeiro impulso para a promoção da sua carreira perante o público?
Eu estou a promover o “Luar” que é um trabalho mais acústico e por ter outros compositores. Mas, o mais importante, que foi o que marcou a viragem para a fase em que eu estou agora, foi o “Rita”. Foi importante a vários níveis e foi uma pedra muito rija que ficou ali no meu caminho. Foi um marco muito grande e um ponto de viragem na minha carreira. Os outros trabalhos foram sempre diferentes uns dos outros, acreditei sempre naquilo que fiz, embora, pensando hoje, teria feito algumas coisas diferentes, mas isso faz parte do percurso… se eu soubesse o que sei hoje…
Eu vou continuar a fazer aquilo em que acredito e enquanto os trabalhos futuros não estiverem como eu quero, não sai nenhum. Portanto, eu continuarei, sempre, a pautar do crédito daquilo que faço, com qualidade e trabalho.
Adélio Amaro

Fernando de Lara Reis

Fernando de Lara Reis nasceu em Leiria a 28 de Dezembro de 1892. Era filho de Francisco António dos Reis (natural de Viseu) e de Maria del Carmen Rosália Clara Eusébia de Lara Reis (natural de Cádis, Espanha). Neto paterno de Agostinho António dos Reis e de Rita Albertina dos Prazeres Reis e neto materno de Manuel Sanchez de Lara e de Maria Manuela Santos Mena.
Lara Reis frequentou o Liceu de Leiria e completou os seus estudos no Colégio Militar e Escola de Guerra, ingressando em Infantaria, vindo a reformou-se muito cedo como Capitão por ter sofrido uma acidente de aviação na sua última prova como aviador militar, em França, durante a 1.ª Grande Guerra.
Seguindo a carreira do magistério foi nomeado professor efectivo do Liceu de Macau, função que exerceu até à sua morte. No antigo território português, Lara Reis fundou o Rotary Club de Macau e foi presidente da Agência de Macau dos Combatentes da Grande Guerra de 1914-1918. Ali criou um Ossário como monumento para os combatentes da referida guerra.
O Capitão Fernando de Lara Reis legou a sua casa “Sol Poente” à Santa Casa da Misericórdia para nela ser instalada uma clínica. Mais tarde, o Rotary Club de Macau mandou colocar uma placa em português e chinês com o seguinte: “Pavilhão Lara Reis – clínica anticancerosa (Lara Reis – Lara Reis Cancer Clinic)”.
Também legou à Biblioteca de Leiria a sua biblioteca particular assim como imensa documentação e a sua colecção de moedas de ouro, prata e cobre ao Museu Municipal…
Fernando de Lara Reis foi um grande apaixonado por viagens. Durante a sua vida escreveu as suas impressões que foi colhendo viagem após viagem, com destaque para o Extremo Oriente, tendo conhecido todos os Continentes. O fruto dos seus apontamentos resultou em 26 volumes manuscritos que intitulou de “Diário de Viagens”. Deixou ainda dois volumes manuscritos com o título “A minha vida” sobre a sua experiência profissional e sobre a vida social de Macau da primeira metade do século XX.
Este ilustre leiriense foi grande colaborador da imprensa, com imensos artigos publicados em jornais e revistas.
Sobre a vida de Fernando Lara Reis o jornalista e escritor Orlando Cardoso escreveu “Macau e o Oriente na Vida de Lara Reis” e também Acácio de Sousa, director do Arquivo Distrital de Leiria, tem-lhe dedicado alguns dos seus estudos.
O Capitão Fernando de Lara Reis faleceu em Macau no dia 14 de Janeiro de 1950, com 57 anos.
Adélio Amaro

AICAL no Correio dos Açores


quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Lusofonia dos Açores até Macau

Foi criada em 28 de Outubro de 2010 e oficialmente constituída em 6 de Dezembro do mesmo ano a Associação [Internacional] dos Colóquios da Lusofonia contanto com 46 sócios fundadores.
Os seus princípios, objetivos e regulamentos estão disponíveis nas nossas páginas o que nos leva a solicitar a sua adesão aos Colóquios da Lusofonia para partilhar esta nossa vontade de defender a língua de todos nós. Só com um elevado número de associados seremos capazes de prosseguir a luta encetada pelos Colóquios da Lusofonia em 2002. O próximo colóquio, XV, terá lugar em Macau de 11 a 15 de abril 2011.
XV Colóquio MACAU 2011: http://www.lusofonias.net/encontros%202011Macau/index.htm

Exposição "Negativo Positivo" no Mimo em Leiria

A Fundação EDP apresenta no m|i|mo, Leiria, uma parte da sua colecção de arte.
As obras de pintura, escultura, desenho, gravura ou fotografia escolhidas para a primeira fase desta colaboração exploram valências anteriores à experiência fotográfica, como os jogos de luz e sombra e as soluções de moldagem, mas usam também nos seus processo criativos os saberes aprendidos nas práticas da revelação fotográfica, da reprodução mecânica das formas e da fixação fílmica do movimento.
Artistas: Ana Hatherly | Ana Vieira | Ângela Ferreira | Catarina Botelho | Daniel Barroca | Eduardo Gageiro | Fernanda Fragateiro | Fernando Calhau | Inês Botelho | Jorge Feijão | José Pedro Croft | Julião Sarmento | Leonor Antunes | Lourdes Castro | Rui Sanches | Vítor Pomar | Xana

“Chá Solidário”

No próximo sábado, dia 15, a partir das 16h00, o Clube Literário do Porto vai realizar um “Chá Solidário”, uma iniciativa conjunta com a Confraria Atlântica do Chá e que vai contar com a colaboração do colectivo Portugal Poético e do coro Mi Allegro.
Tal como o nome indica trata-se de uma iniciativa de solidariedade a qual vai reverter a favor da Casa Jovem da freguesia da Vitória.
Considerem-se desde já convidados a vir tomar um chá e comer uma fatia de bolo e, assim, ajudarem esta instituição que acolhe 27 crianças do 1.º Ciclo do Ensino Básico.

Companhia de Dança de Leiria

Dia 15 de Janeiro, pelas 21h30, o Teatro José Lúcio da Silva, em Leiria, recebe a "Companhia de Dança".
“Não me amas, meu amor?” de Clara Leão
No universo de Pablo Neruda o amor surge como um lugar próximo, palpável, real, com a força irreprimível dos afectos em desordem. É um solilóquio a um tempo esperançado, desesperado, triste e terno, uma clarificação da alma que se descobre, despudorada. Um tudo ou nada, uma vertigem, uma felicidade, um abismo.
“A sesta de um Fauno” de André de Campos
“A sesta de um Fauno” nasceu da vontade de homenagear a lenda da dança Vaslav Nijinksy. Esta peça é uma recriação, que procura experimentar um pouco o mundo que se torna tão obscuro como clarificante num conjunto de aspectos que tocam a dança em si, a interpretação, e a própria viagem no tempo.

Cartoons de Luís Cardoso em exposição na Lagoa

O Edifício dos Paços do Concelho de Lagoa acolhe no próximo sábado, 15 de Janeiro, a partir das 17h00, uma exposição de 45 cartoons de Luís Cardoso.
Intitulada “Muuugidos” esta será a terceira exposição deste conhecido cartoonista que desde 2007 tem sido presença assídua no semanário “.Expresso das Nove”.
Nascido em 1979, em Algueirão, Mem-Martins, no distrito de Lisboa, Luís Manuel Pereira Cardoso desde tenra idade sentiu necessidade de contar histórias através do desenho e de tudo o que seja relacionado com Banda Desenhada.
Em 1999 ingressa no ensino superior, no curso de Professores do Ensino Básico, variante de Educação Visual e Tecnológica, na Escola Superior de Educação de Coimbra, onde encontra o caminho e instrumentos para perseguir aquilo que viria a sentir ser a sua vocação; ensinar.
Depois de leccionar em várias escolas do país, onde sempre trouxe a Arte às suas salas de aula e às mesas dos seus alunos, desenvolve a sua prática pedagógica na ilha de S. Miguel pela primeira vez em 2007. A par desta actividade, concretiza um sonho de infância e torna-se cartoonista do jornal semanário “Expresso das Nove”, trabalho que tem vindo a desenvolver desde então.
No ano de 2009 expôs pela primeira vez, na Galeria Paraíso, na cidade da Ribeira Grande, sendo que a sua segunda exposição “A Preto e Branco”, é realizada em tinta-da-china e tratamento de imagem digital, fazendo a retrospectiva e a selecção de algum do seu melhor trabalho como cartoonista.
De referir que o seu cartoon semanal é um reflexo daquilo que Luís Cardoso vê à sua volta, as ironias que o Mundo lhe mostra, e das quais nos temos que esforçar para rir, numa ilha que o acolheu e que cada vez mais sente ser sua também.
CM Lagoa

Os Açores e a República Portuguesa

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Acácio de Paiva

Acácio Sampaio de Telles e Paiva nasceu em Leiria, no Largo da Sé, n.º 7, a 14 de Abril de 1863. Era filho de José de Paiva Cardoso (natural de Alva) e de Leopoldina Amélia Carolina Telles (natural de Lisboa).
Iniciou os seus estudos secundários no Liceu de Leiria e concluiu-os em Coimbra. Licenciou-se em Farmácia na Escola Médico-Cirúrgica do Porto, em 1887.
Já em Lisboa, depois de Porto e Coimbra, fez os preparatórios de Medicina tendo que abandonar porque, em 1888, ingressou no quadro do funcionalismo da Alfândega, como 3.º Aspirante, sendo, em 1892, Chefe de Despacho na Vieira. Já em 1902 foi promovido a 2.º Aspirante e veio a ocupar o lugar de Chefe de Serviços, em 1917.
Reconhecido como grande poeta, prosador, crítico e jornalista, colaborou com diversos jornais e revistas.
Começou por escrever para o jornal “Actividades”, do Porto, passando, mais tarde, a colaborar em diversas publicações com destaque para “Almanaque de Lembranças Luso Brasileiro”, “O Século” (neste jornal chegou a dirigir o Suplemento Humorístico), “O Mundo”, “Diário de Notícias”, “O Mensageiro”, “Ilustração Portuguesa”, entre muitas outras.
Em todas estas publicações Acácio Sampaio de Telles e Paiva publicou centenas de poesias, muitas delas com o pseudónimo de “Belmiro”.
Segundo alguns autores, a obra literária de Acácio de Paiva está ao nível de João de Deus e Rodrigues Lobo, como mencionou Agostinho Gomes Tinoco, a páginas 460, do seu “Dicionário dos Autores do Distrito de Leiria”, editado em 1979:
“Foi um improvisador e repentista notável e «o maior dos ironistas do seu tempo». A série de crónicas em versos publicada no Diário de Notícias, e depois em O Século, à qual dera o título de «Fita da Semana», é, no dizer da crítica, a sua melhor obra”.
Como homem ligado ao mundo da Literatura, com enorme realce para a sua intensa actividade poética, já referida, Acácio de Paiva produziu diversas peças de Teatro, algumas delas feitas em colaboração com outros grandes nomes da sua época, na sua maioria de índole alegre e ligeira, tendo traduzido várias obras do mesmo género, do francês, italiano e espanhol.
Justificando o seu amor pelo Teatro está o facto de ter sido sócio fundador da Sociedade de Escritores e Compositores Teatrais Portugueses.
Do seu punho foram inúmeros os poemas, os versos, as críticas, e os texto em prosa e de Teatro que deu ao mundo e muitos outros que ficaram inéditos.
Em 1988, a Câmara Municipal de Leiria, com a coordenação de Manuel Matias Crespo, publicou um justa homenagem a este ilustre Leiriense, através do livro “Versos de Acácio de Paiva – Insigne Poeta Leiriense”.
Acácio Sampaio de Telles e Paiva faleceu com 81 anos de idade, na sua Casa das Conchas, no Olival, concelho de Ourém, a 29 de Novembro de 1944.
Adélio Amaro

Agenda de Angra do Heroísmo



segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Programação de Janeiro da Biblioteca Municipal da Marinha Grande

A Biblioteca Municipal da Marinha Grande, situada no Jardim Stephens, apresenta actividades para os públicos de todas as idades, que se realizam durante o mês de Janeiro. As propostas são diversas, como Hora do Conto, exibição de filmes infantis, exposição do mês, entre outras.
O objectivo destas iniciativas é aproximar o público deste local de cultura e fomentar o gosto pela leitura.
As actividades são as seguintes:

Contamos... CONTIGO! (Hora do Conto)
De 2ª a 6ª feira | 10h00 e 14h30
Público-alvo: Grupos de crianças dos 4 aos 10 anos.
Livro em destaque: “O sapo no Inverno”, de Max Velthuijs, Editorial Caminho.
“É Inverno e o Sapo está gelado. Não tem penas nem pêlo como as suas amigas Pata e Lebre. Quando cai na neve, são os amigos que cuidam dele durante os longos meses de Inverno. A pouco e pouco o Sapo descobre que o Inverno é suportável, especialmente quando sabemos que a Primavera não vem longe.”
A hora do conto é uma actividade destinada à divulgação do livro e da leitura, realizada de acordo com a disponibilidade da biblioteca e sujeita a marcação prévia.

DIVULGANDO…
De 10 a 31 de Janeiro | Átrio da Biblioteca
Como forma de assinalar a passagem de mais um ano sobre os acontecimentos do 18 de Janeiro de 1934, está patente no átrio da Biblioteca Municipal uma exposição de fotografias antigas, acompanhada de uma mostra bibliográfica de autores do concelho.

“O 18 de Janeiro de 1934 na Marinha Grande”
Dia 18 de Janeiro | 14h30 (Sala Multimédia)
Visualização do DVD com a reconstituição teatral dos acontecimentos do 18 de Janeiro de 1934, feita na Marinha Grande em 1998, sob a direcção e encenação de Norberto Barroca e que contou com numerosos actores e figurantes anónimos.

PROJECTO “LIVROS EM MOVIMENTO”
Durante o mês de Janeiro as funcionárias da Biblioteca Municipal irão proceder à rotação dos livros que se encontram nas 13 escolas do 1º ciclo, que aderiram ao projecto. São livros em movimento, que circulam por mais de 700 crianças, facilitando o acesso à leitura por parte dos professores e alunos. A leitura ao alcance das crianças.

PROJECTO “PEGUE e LEVE …”
Sacos temáticos com livros para leitura personalizada.
Os temas irão variar mensalmente e a selecção dos livros será feita pelos técnicos da Biblioteca. Em Janeiro o tema é o INVERNO e são disponibilizados para leitura domiciliária dois tipos de sacos: um para idades entre os 3 e os 6 anos e o outro para leitores dos 7 aos 10.
Destinatários: crianças dos 3 aos 10 anos.

PROJECTO “Pack FAMÍLIA”
Conjunto pré seleccionado de livros para empréstimo, direccionado à leitura de todos os membros da família, constituído por livros e publicações periódicas (revistas ou jornais). A iniciativa destina-se a famílias.
CM Marinha Grande

Concurso premeia presépios na Lagoa

Já se conhecem os vencedores do Concurso de Presépios, promovido pela Câmara Municipal de Lagoa pela 20ª Edição e que decorreu no passado mês de Dezembro.
No total, concorreram 40 presépios, distribuídos por quatro diferentes categorias, numa iniciativa que pretendeu afirmar a forte tradição dos presépios na Lagoa, valorizando, deste modo, o trabalho feito por artesãos lagoenses, particulares, alunos das escolas do Concelho, crianças que frequentam a catequese e os Ateliers de Tempos Livres da Lagoa, bem como por utentes e funcionários de algumas instituições sociais e culturais da Lagoa.
Assim sendo, na 1.ª Categoria, que engloba presépios elaborados por Jardins-de-infância, ATL’s e Classes de Catequese, classificaram-se na vertente de presépio tradicional a Escola EB/JI dos Remédios em 1º lugar, ficando a Escola EB/JI Prof. Octávio Gomes Filipe e o Lar Feminino do Centro Social de N. Sra. do Rosário em 2.º e 3.º, respectivamente. No que se refere ao presépio original desta categoria, a Escola Padre João José do Amaral foi a grande vencedora, com o Grupo dos Escuteiros nº96 do Rosário a classificar-se em segundo lugar, e em terceiro a Ludoteca Jovem + do Centro Social e Cultural do Cabouco.
Relativamente à 2.ª Categoria - Presépio Tradicional, o vencedor foi Emanuel Oliveira Maré, enquanto José Duarte Costa Morais ficou na segunda posição, e no 3º Lugar Luis Arruda.
Já no que diz respeito à 3ª Categoria - Presépio Original, Isabel Calisto foi a grande vencedora, enquanto que o Centro de Convívio do Centro Social e Cultural do Cabouco e Andreia Almeida ficaram na 2.ª e 3.ª posição, respectivamente.
Na 4.ª Categoria, respeitante ao Presépio Movimentado o primeiro prémio foi para Norberto Gaspar.
Realça-se que, o 20.º Concurso de Presépios contou com a participação de diversas escolas e entidades como a Escola EB/JI dos Remédios, o Lar de Idosos da Santa Casa da Misericórdia de Santo António de Lagoa, o ATL da Santa Casa da Misericórdia de Santo António, o Lar Feminino do Centro Social de Nossa Senhora do Rosário, a Escola EB/JI Marquês de Jácome Correia, o Centro Sócio-Cultural de São Pedro, a Escola EB/JI Prof. Octávio Gomes Filipe, a Escola EB/JI Tavares Canário, a Escola Secundária de Lagoa, o ATL do CEFAL, o CATL – Lagoa, a Escola Padre João José do Amaral, o grupo de Escuteiros nº 98 – Rosário, o Centro Social e Cultural do Cabouco, o Centro Social e Cultural da Atalhada, a Creche e Jardim de Infância “O Ninho”, o CDIJ Trevo da Casa do Povo de Água de Pau, o Grupo de Reflexão de Jovens e o Grupo de Catequese da Ribeira Chã e a Escola EB/JI Prof. João Ferreira da Silva, em Água de Pau.
Este concurso de presépios contou ainda com a participação de diversos particulares, que não quiseram deixar de partilhar com a comunidade o seu gosto por esta tradição, como Luís Arruda, Norberto Gaspar, Érico Almeida, Andrea Almeida, Emanuel Maré, José Duarte da Costa Morais, Gervásio Pacheco, Isabel Calisto, Jorge Manuel Andrade e Mário Pereira.
CM Lagoa