Promover as pessoas e os lugares dos Açores e de Leiria porque a História os une...
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
Acrenarmo - Associação Cultural e Recreativa dos Naturais e Ex-residentes de Moçambique
Informamos/Apelamos/Convidamos, todos os associados para que definam por maioria de razão (ou seja, de votos) o futuro da Associação, participando, criando listas, intervindo de facto, nas eleições do próximo dia 26 de Fevereiro de 2011.
Permitam-nos a reedição do texto que se segue, dada a sua oportunidade e actualidade:
«A Associação existe apenas, porque e até quando, os nossos associados assim o desejarem.»
Comunicamos que para o acto eleitoral referido, não existem ainda listas em constituição.
A Assembleia terá inicio às 11h e prolongar-se-á até à tarde com vários assuntos de interesse.
Como temos de fazer a pausa para "matar o bicho", iremos almoçar perto (centro da cidade), no que se poderá chamar um pequeno convívio. Irá ser no restaurante "O Paço" e têm serviço de Buffet.
São apenas 9 euros e não será preciso fazer marcação.
A deslocação irá ser feita a pé, são 300mts.
acrenarmo@gmail.com
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Remédios acolhem VI Festival de Cantorias ao Desafio
A Associação Cultural e Recreativa dos Remédios organiza pelo sexto ano consecutivo o seu Festival de Cantorias ao Desafio. Será nos próximos dias 4, 5 e 6 de Março que o Polidesportivo dos Remédios voltará a acolher este evento que se assume já como uma tradição neste lugar e um cartaz cultural do próprio Concelho de Lagoa.
Contando com o apoio da Câmara Municipal de Lagoa e da Junta de Freguesia de Santa Cruz, o VI Festival de Cantorias ao Desafio tem como objectivo manter viva as tradições e interesses culturais da localidade, uma vez que os Remédios sempre foram reconhecidos pela tradição no cantar ao desafio.
Do programa do VI Festival de Cantorias ao Desafio, que se inicia no próximo dia 4 de Março a partir das 19h30 e se prolonga até ao dia 6 de Março, realce para a participação dos cantadores António Isidro da ilha de São Jorge, José Eliseu e Maria Clara da ilha Terceira, para além dos micaelenses João Luís Mariano, Lupércio Albergaria e Tiago Clara, marcando igualmente presença os tocadores Fernando Silva e Filho, bem como Renato e Toy Silva.
Para além disso, e como vem sendo habitual, este certame contará ainda com a típica gastronomia regional e por tal facto todos os dias destas festividades terão várias barracas com estas iguarias, nomeadamente sardinhas grelhadas, morcela, chouriço, torresmos, inhames, pau de milho, feijoada, fava guisada e fava-rica entre outros, para além da doçaria tradicional alusiva ao carnaval como as malassadas, mas pondo ainda ao dispor o arroz doce e diversos bolos caseiros. Estes são ingredientes mais do que suficientes para proporcionar noites agradáveis a todos quantos optarem por se deslocar aos Remédios para participar em mais este Festival de Cantorias ao Desafio.
Os Colóquios da Lusofonia chegam à R. P. da China
Os Colóquios da Lusofonia anunciaram que se realiza de 11 a 15 de abril em Macau, no anfiteatro do Instituto Politécnico, o 15.º Colóquio da Lusofonia. É a segunda vez que os colóquios deixam a Europa depois de em 2010 terem ido ao Brasil. Tal só é possível devido ao alto patrocínio que o IPM deu ao evento que apoiado – desde 2008 – pela Câmara Municipal da Lagoa, São Miguel (Açores).
Quatro dezenas de oradores de todo o mundo vão debater vários temas e autores na Homenagem contra o Esquecimento com homenagem ao recentemente falecido escritor Henrique de Senna Fernandes, entre outros, à presença açoriana em Macau, à língua portuguesa na Ásia e em Macau, ao estado da lusofonia e a temas de tradução.
Estarão presentes representantes das 3 Academias de Língua Portuguesa, professores doutores Malaca Casteleiro, Evanildo Bechara e Concha Rousia além de oradores de 11 países e regiões Portugal e Açores, Brasil, Moçambique, Alemanha, Austrália, da Galiza e de Espanha, Bélgica, Bulgária e Macau.
Será feita uma incursão revivalista ao Papiaçam di Macau, haverá sessões de poesia, música do cancioneiro açoriano pela pianista diretora do conservatório regional de ponta Delgada, Ana Paula Andrade. Proceder-se-á ao lançamento de livros estando três autores lusófonos presentes numa sessão informal com o público leitor, dentre os quais o convidado deste ano Vasco Pereira da Costa.
XV Colóquio MACAU 2011: http://www.lusofonias.net/encontros%202011Macau/index.htm
Escola Secundária de Lagoa volta a hastear a Bandeira Verde
A Escola Secundária de Lagoa hasteou novamente a sua bandeira verde, símbolo que reconhece este estabelecimento de ensino como sendo uma eco-escola.
Numa cerimónia que decorreu durante a manhã de hoje, naquele estabelecimento de ensino, foi destacado o envolvimento activo das turmas no projecto da eco-escola, um galardão que a Escola Secundária de Lagoa tem ostentado praticamente desde a sua abertura.
Aliás, a Escola Secundária de Lagoa tem sido um exemplo a nível ambiental, conseguindo arrecadar alguns galardões neste sentido, de que é exemplo o segundo prémio nacional do Projecto da “Escola da Energia” 2010, tendo sido a única escola dos Açores a ser premiada.
O Eco-Escolas é um Programa Internacional que pretende encorajar acções e reconhecer o trabalho de qualidade desenvolvido pela escola, no âmbito da Educação Ambiental/EDS, fornecendo fundamentalmente metodologia, formação, materiais pedagógicos, apoio e enquadramento ao trabalho desenvolvido pela escola.
A adesão a este programa estabelece um maior comprometimento da comunidade escolar com as questões ambientais da escola e do meio ambiente que a rodeia, uma temática é assumida por toda esta comunidade que se empenha anualmente em trabalhar e diariamente se esforça por preservar.
A Câmara Municipal de Lagoa tem sido parceira activa da Escola Secundária de Lagoa nas mais diversas áreas, inclusive a ambiental, apoiando este estabelecimento de ensino na prossecução dos seus objectivos e cujo trabalho de excelência tem merecido reconhecimento dentro e fora do Concelho de Lagoa.
Biblioteca Municipal de Lagoa promoveu acções no âmbito da educação emocional
Aproveitando a efeméride do dia de S. Valentim, a Biblioteca Municipal de Lagoa desenvolveu algumas actividades no âmbito da educação emocional direccionadas para o público mais jovem.
Estas acções, englobaram um total de 103 crianças do 1º ciclo e foram dinamizadas pela psicóloga Filipa Maltez. Através do livro Apaixonados de Rebecca Dautemer, com recurso a duas marionetes, foram debatidas com as crianças que frequentaram estas actividades algumas questões como o que é gostar de alguém; se é possível medir o amor; quantas pessoas podem caber no nosso coração; e quais as formas que o gostar pode assumir.
Adivinha o quanto eu gosto de ti, de Sam McBratney, foi a obra que se seguiu e que foi o ponto de partida para uma reflexão dinâmica, onde a prioridade foi incentivar a capacidade imaginativa e criativa de cada criança para expressar os seus afectos. A actividade culminou com a elaboração de um postal, seguido de um momento musical.
Para além da promoção da leitura, associada às acções desenvolvidas pelo serviço educativo da Biblioteca, esta acção pretendeu especificamente abordar a temática dos afectos junto dos mais novos.
Afonso Veríssimo de Azevedo Zúquete
Afonso Veríssimo de Azevedo Zúquete nasceu na cidade de Leiria em 26 de Abril de 1883. Filho de Joaquim de Oliveira Zúquete (nasceu a 25 de Julho de 1858 e faleceu a 5 de Abril de 1921) e de Claudina Veríssimo de Azevedo Zúquete (nasceu a 26 de Fevereiro de 1862 e faleceu a 14 de Abril de 1923). Neto paterno de António de Oliveira Zúquete e de Maria de Jesus de Oliveira Zúquete. Neto materno de Inácio Aires de Azevedo e de Luísa Veríssimo de Azevedo.
Casou em 18 de Dezembro de 1907, na Sé de Leiria, com Ester Martins (nasceu na freguesia de Marrazes em 5 de Dezembro de 1889 e faleceu a 9 de Janeiro de 1945). Do casamento nasceram quatro filhos: Afonso Eduardo Martins Zúquete (1909); Maria Yolanda Martins d’Azevedo Zúquete (1910); Maria Eva Martins d’Azevedo Zúquete (1911) e Alberto Martins d’Azevedo Zúquete (1914).
Afonso Veríssimo de Azevedo Zúquete formou-se em Filosofia pela Universidade de Coimbra, em 1903. Possuía, ainda, os cursos do Magistério Secundário (Secção de Ciências) e o de Química da Escola Brotero. Mais tarde, veio a concluir o curso de Engenharia Civil, no Porto (cidade onde veio a nascer o seu filho Afonso Eduardo Martins Zúquete, uma das figuras mais ilustres da cidade de Leiria).
Afonso Veríssimo de Azevedo Zúquete foi assistente na Faculdade de Ciências do Porto, regressando a Leiria em 1915, como professor do Liceu e funcionário da Secção Hidráulica do Mondego, cargo que viria a abandonar para exercer as funções de Director das Obras Públicas do Distrito de Leiria.
Dedicado e preocupado com os interesses culturais, sociais e históricos da cidade leiriense, foi um dos fundadores da “Liga dos Amigos do Castelo” e exerceu, também, o cargo de Presidente da Câmara Municipal de Leiria, tendo a sua presidência sido designada a 16 de Janeiro de 1918. Era vice-presidente José Ricardo dos Santos Ramos Belo. Como Vogais estavam figuras bem conhecidas da sociedade leiriense: Narciso Casimiro da Costa; Veríssimo Carreira Poças; Manuel da Costa Boavida; Fernando Francisco Correia, Joaquim José de Sousa, José Saraiva e José Duarte Ferreira Júnior. Era escrivão Joaquim da Cunha Oliveira. A 14 de Abril, do mesmo ano, foi pedida, pela comissão que presidia aos destinos da Autarquia, a exoneração que o Governador Civil não concedeu. A 5 de Setembro foi repetido o pedido e a nova Comissão tomou posse a 16 de Novembro de 1918.
Homem sempre muito activo e reconhecido pelas suas capacidades, Afonso Veríssimo de Azevedo Zúquete foi, ainda, Chefe da Repartição Central do Ministério do Comércio e Comunicações. Após a criação da Junta Autónoma de Estradas foi nomeado para ocupar a função de Secretário daquela instituição e mais tarde a de Director dos Serviços de Conservação. Este ilustre leiriense fez, também, parte do Conselho Nacional de Turismo, do Conselho Superior de Viação, entre outros.
A estrada da sua vida terminou a 26 de Fevereiro de 1936 no dia de aniversário de sua mãe.
Adélio Amaro
sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
Joaquim Augusto Mousinho de Albuquerque
Joaquim Augusto Mousinho de Albuquerque nasceu na Quinta da Várzea, actualmente concelho da Batalha, a 11 de Novembro de 1855. Era filho de José Diogo de Mascarenhas Mousinho de Albuquerque (director dos telégrafos e faróis do reino) e de Maria Emília Pereira da Silva Bourbon. Era neto de Luís da Silva Mousinho de Albuquerque, que participou nas lutas civis de 1828 a 1846.
Com apenas 16 anos de idade, Mousinho de Albuquerque assentou praça em Cavalaria em 23 de Novembro de 1871. Matriculou-se na Escola Politécnica e mais tarde na Escola do Exército, seguindo o curso de Cavalaria, sendo promovido a Alferes em 27 de Dezembro de 1876. Serviu nos Regimentos de Cavalaria e alcançou o posto de Tenente em 31 de Outubro de 1884 e o de Capitão em 12 de Setembro de 1890.
Veio a inscreveu-se nas Faculdades de Matemática e Filosofia da Universidade de Coimbra que frequentou até ao 3.º ano.
Em 1895 foi nomeado comandante da força expedicionária de Cavalaria a Moçambique e promovido a Major em 28 de Dezembro do mesmo ano. Ali, “seguiram-se as gloriosas façanhas das nossas tropas, e Mousinho de Albuquerque, sempre no seu posto, com o sangue frio dos valentes militares, acompanhou os acontecimentos, prestando o seu valioso concurso em todas as acções. Estava, porém, reservado ao valente militar um acto de grande heroísmo, que o tornaria bem conhecido e respeitado”, como descreve o “Portugal - Dicionário Histórico, Corográfico, Heráldico, Biográfico, Bibliográfico, Numismático e Artístico”, Volume I, a páginas 137 e 138.
Dois anos mais tarde, em 15 de Dezembro de 1897, Mousinho de Albuquerque regressa à Metrópole, trazendo consigo os prisioneiros de Chaimite, sendo recebido, em Lisboa, de uma forma extraordinária.
Na Sociedade de Geografia, na Sala de Portugal, Mousinho de Albuquerque recebe, em sessão solene, as Medalhas de Ouro de Valor Militar e de Serviços Relevantes no Ultramar. Nesta cerimónia discursaram o rei D. Carlos e o Conselheiro Dias Costa.
Mousinho acaba por ser nomeado ajudante de campo do rei D. Carlos e aio do príncipe D. Luís Filipe numa digressão as províncias do norte do país.
Joaquim Augusto Mousinho de Albuquerque recebeu imensas medalhas de valor militar onde se destacam a Gran-Cruz de Torre e Espada e Comendador da Ordem de Aviz.
Todavia, o seu reconhecimento não foi registado apenas em Portugal. Mousinho de Albuquerque foi agraciado com a Águia Vermelha, da Alemanha, Comendas de S. Maurício e S. Lázaro, da Itália, Lopoldo II, da Bélgica, Carlos III, da Espanha, Legião de Honra, da França e o grau de Cavaleiro da Ordem de S. Jorge, da Inglaterra.
Mousinho de Albuquerque dedicou muito do seu tempo à escrita, deixando vários trabalhos como é exemplo “O Exercito nas Colonias Orientais”.
Sentindo grande saudade de África e não concordando com a política de então, Mousinho de Albuquerque entendeu fechar o livro da sua vida terrena a 8 de Janeiro de 1902, suicidando-se a caminho de Benfica, Lisboa.
Postos de Informática da Lagoa promoveram o Dia Europeu da Internet Segura
No âmbito do Dia Europeu da Internet Segura que se comemorou no passado dia 8 de Fevereiro, a EML - Empresa municipal de urbanização, requalificação urbana e ambiental, e habitação social de Lagoa, E.M, assinalou a efeméride junto de jovens dos 6 aos 18 anos, em todos os seus postos de informática.
Este evento é organizado a nível europeu pela Insafe, rede de cooperação dos projectos que promovem a sensibilização e a consciencialização para uma utilização mais segura da Internet pelos cidadãos. A nível nacional, esta actividade foi promovida pelo projecto Internet Segura e pela Rede de Espaços de Internet, da qual os postos de informática de Lagoa estão associados.
Dois destes postos de informática, o de Atalhada e o de Remédios, promoveram uma acção de divulgação no passado dia 8, em que foi distribuído um folheto informativo alusivo ao tema e realizados jogos on-line propostos pela organização. Os restantes três postos, nomeadamente o Lago@.com, o de Santa Cruz e o do CEFAL, realizaram acções de sensibilização sobre o tema.
Com esta iniciativa, a empresa municipal procurou aliar o gosto pelas novas tecnologias à vertente lúdica, abordando temas que têm vindo a assumir uma importância cada vez mais pertinente, nomeadamente, a segurança na Internet.
CEFAL assinalou Dia Mundial das Zonas Húmidas com acções de sensibilização
No âmbito do Dia Mundial das Zonas Húmidas que se comemorou no passado dia 2 de Fevereiro, o CEFAL (gerido pela EML), em colaboração com a Ecoteca da Lagoa, assinalou esta efeméride com uma sessão de sensibilização na Escola Secundária de Lagoa e com a distribuição de material informativo pelos alunos da turma onde se desenvolveu a acção.
Sensibilizar, alertar e divulgar a importância das Zonas Húmidas foram os objectivos desta iniciativa, vocacionada para os alunos do 3º ciclo da Escola Secundária de Lagoa, sendo que, paralelamente a esta actividade, o serviço educativo do CEFAL promoveu igualmente sessões de esclarecimento e sensibilização sobre as Zonas Húmidas dos Açores.
Estas foram sessões de esclarecimento e sensibilização direccionadas para um público mais jovem, nomeadamente do pré, 1º e 2º ciclos e CATL’s. No total, foram abrangidas por todas estas acções 82 crianças e jovens, oriundas da Escola Secundária de Lagoa, Centro Social e Cultural do Cabouco (valência “Animação de Rua”), CATL Lagoa e CATL CEFAL. Educar e sensibilizar para as questões ambientais, nomeadamente da mais-valia das Zonas Húmidas, foram os objectivos destas actividades cujo feedback foi bastante positivo.
Refira-se que as Zonas Húmidas são dos ecossistemas mais ricos e produtivos do mundo, em termos de diversidade biológica, sendo a Região Autónoma dos Açores, um exemplo dessa mesma riqueza e biodiversidade.
O CEFAL e a Ecoteca de Lagoa com mais esta colaboração continuam a ter um papel interventivo na comunidade em que se inserem, fomentando momentos não só de sensibilização mas também de informação e debate acerca das problemáticas ambientais.
Foi celebrado o Dia de Miguel Torga em Leiria
No dia 5 de Fevereiro foi celebrado em Leiria o Dia de Miguel Torga que teve quatro momentos distintos: o descerramento de uma lápide, a visita à clínica Primis, a apresentação das Actas do II Colóquio e um momento literário.
O descerramento da lápide ocorreu cerca das 16h00 ao fundo da Rua Comandante João Belo, num edifício novo que substituiu aquele em que o médico Adolfo Rocha teve o seu consultório. O teor da lápide é o seguinte: «Neste local existiu, entre 1939 e 1942, o consultório de otorrinolaringologia do Dr. Adolfo Rocha, Miguel Torga em literatura./ Leiria, 5 de Fevereiro de 2011/ JFL». Descerraram a lápide os elementos da Comissão Organizadora Laura Esperança, Albertina Ramos e Carlos Fernandes e ainda, em representação da Câmara de Leiria, Lurdes Machado.
Os responsáveis e o público presente foram depois convidados a visitar a clínica Primis, que apoiou a iniciativa e que tem parte das suas instalações justamente no espaço que foi ocupado pelo consultório de Torga, com a coincidência de se dedicar à mesma área da medicina. O Dr. José Cymbron, o autor da ideia do Dia de Miguel Torga em Leiria, falou ali do escritor enquanto médico, conteúdo inserido num capítulo da sua tese de doutoramento sobre Torga. Os proprietários da clínica fizeram depois uma visita guiada e ofereceram um Porto de Honra.
Às 16h45, nas instalações do Turismo de Leiria-Fátima, foi apresentado, por Carlos Fernandes, o livro “II Colóquio sobre Miguel Torga em Leiria – Actas” que reúne quatro comunicações feitas naquele Colóquio, em 7 de Fevereiro de 2009, por Suzana Couceiro Vieira Santos, Sandra Duarte, Luís Martins Fernandes e José Cymbron. Tem 64 páginas e é uma edição da Junta de Freguesia de Leiria e da Delegação de Leiria da Fundação INATEL, que fizeram parte da Comissão Organizadora, com o apoio da Fundação Caixa Agrícola de Leiria.
A celebração do Dia de Miguel Torga tem como objectivos: divulgar a vida e a obra de Miguel Torga; reavivar as memórias da vivência do médico e escritor em Leiria; e reflectir sobre as implicações que a “experiência leiriense” teve no desenvolvimento da sua obra. Constituíram a Comissão Organizadora da iniciativa neste ano de 2011 Albertina Ramos, Carlos Alberto Silva, Carlos Fernandes, David Catarino e Laura Esperança.
sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
Miguel Horta em São Roque do Pico
Miguel Horta vai estar na Biblioteca Municipal de São Roque do Pico, no dia 5 de Fevereiro, pelas 21 horas, a contar e a ler alguns dos seus contos. Terá oportunidade de vender algumas das suas obras como, por exemplo “ Pinok e Baleote” (livro infantojuvenil).Miguel Horta é descrito como alguém que cruza imaginários como quem mistura pinceladas de cor. “Pragas algarvias, contos crioulos, histórias de pescadores, tudo cabe no seu saco.” É dinamizador da Biblioteca António Ramos Rosa, na Cova da Moura e conta contos pelo país. “Miguel horta é um pintor, que escreve e ilustra os seus livros ao sabor do levante que sopra pela ria e pelos duros arrifes do barlavento.
“Desde criança que teve o contacto decisivo com o mar e com todos os mentirosos imaginativos que seguiam a bordo da embarcação. Depois, quando não havia oceano, existiam os livros com todo aquele mundo para ser lido através dos olhos dos outros. (…), foi assim que se embrenhou pelo interior do país descrevendo outras vivências que podemos escutar nos seus textos ilustrados e nos contos partilhados.”
Oficina de construção poética em São Roque do Pico
No próximo dia 5 de fevereiro, pelas 10h30 (horário sujeito a alterações), a Biblioteca Municipal de São Roque do Pico recebe, no âmbito do Programa de Ações de Promoção da Leitura da Direção Geral do Livro e das Bibliotecas, uma oficina de construção poética em meio urbano, colecionando palavras perdidas na vila.
Recolectores de Palavras tem por objetivo colecionar palavras pelas ruas, escondidas nas texturas, lendo sinais, registando possíveis ilustrações e até interpelando pessoas. Desta forma, ler-se-á a vila de São Roque com outros olhos, construindo pequenos textos, uns poéticos outros não, colando as palavras numa folha de papel de cenário.
É esta a proposta de Miguel Horta, responsável por esta oficina que abre portas a interessados dos 8 aos 80 anos de idade, até um limite de 25 participantes.
As inscrições são gratuitas e estão abertas até ao dia 4 de fevereiro, e poderão ser feitas diretamente na Biblioteca Municipal de São Roque do Pico, através do telefone 292 642 763, ou ainda pelo mail bibliotecamunicipal.srp@gmail.com
"Exposição Sensibilidades"
A Galeria de exposição do Teatro-Cine de Pombal tem patente ao público uma exposição de fotografia intitulada "Sensibilidades 25", organizada pelo Centro do Património da Estremadura (CEPAE) e coordenada por José Luís Jorge.
Esta exposição reúne trabalhos fotográficos inéditos de 25 fotógrafos do distrito de Leiria, com vários estéticas e tendências artísticas, desde o fotojornalismo até à chamada fotografia do autor, revelando uma visão abrangente sobre o universo da fotografia na região de Leiria.
De salientar que uma das fotografias expostas, da autoria do fotógrafo Luís Lobo Henriques, venceu recentemente um prémio atribuído pela revista francesa Photo subordinada ao tema Design.
A exposição ficará patente ao público até dia 6 de Março de 2011.
Encontro de Associações de Defesa do Património Cultural e Ambiental da Alta Estremadura
Decorreu na Batalha, no passado dia 15, o Primeiro Encontro de associações de defesa do Património Cultural e Ambiental da Alta Estremadura. Esta iniciativa, organizada pelo Centro de Património da Estremadura (CEPAE), procurou o conhecimento das diferentes actividades de cada uma das associações da Alta Estremadura em prol do Património, bem como encontrar caminhos para futuros trabalhos inter-associativos.
As onze associações participantes partilharam as dificuldades sentidas, sobretudo ao nível da mobilização dos associados e na renovação dos cargos directivos e corpos sociais. O envelhecimento dos corpos associativos é uma realidade nalgumas associações. Ambas foram unânimes em colocar de parte a subsidio-dependência, havendo necessidade de arranjar, de forma criativa, meios para a sustentabilidade das iniciativas.
As plataformas informais de associações foram consideradas de extrema importância, tendo estas que utilizar e reforçar a comunicação das suas actividades através dos novos canais de comunicação: Facebook e blogues.
Surgiram vários desafios a serem tratados em futuros encontros inter-associativos, tais como: criação de Links de instituições congéneres nas páginas de cada associação; organização de Listas de correio com todas as associações; criação de uma revista anual das associações com estudos científicos; e a obtenção de financiamentos europeus, recorrendo a técnicos especializados para auxiliarem nos vários projectos.
O próximo encontro está previsto realizar-se ainda no corrente ano em Fátima, organizado pela AFAC – Associação Fátima Cultural.
Adriano de Sousa Lopes
Adriano de Sousa Lopes nasceu na freguesia de Pousos, concelho de Leiria, a 13 de Fevereiro de 1879. Filho de Luís da Costa e Sousa (natural de Rebolaria, Batalha) e de Júlia do Carmo (natural de Vidigal, Pousos). Neto paterno de Inácio da Costa e Sousa e de Joana da Conceição. Neto materno de José Luís Carlos e de Inácia Claudina.A sua vida profissional iniciou-a como ajudante de farmácia, em Alcobaça.
Contudo, com grande talento para o desenho e para a pintura, Sousa Lopes, com o incentivo de várias figuras leirienses que lhe reconheciam tal arte, como Afonso Lopes Vieira, foi estudar para a Academia de Belas Artes, em Lisboa, no ano de 1898, com 19 anos, onde foi aluno de Veloso Salgado (pintura) e de Luciano Freire (desenho).
Sousa Lopes procurou beber informação artística além fronteiras. Dessa forma, concorreu para pensionista no estrangeiro e obteve o primeiro lugar, partindo, em 1903, para Paris, França. Naquele país, frequentou a École Nationale des Beaux-Arts e a Académie Julian, onde estudaram, por exemplo, artistas como Pierre Bonnard e Edouard Vuillard.
Aquele ilustre leiriense formou-se com Fernand Cormon, pintor académico consagrado pela sua pintura histórica.
Ainda em Paris, Sousa Lopes expõe no Salon d’Automme de 1904 a 1906, 1908, 1909 e 1912. Três anos mais tarde é organizador da Secção de Belas Artes do Pavilhão Português na Exposição Internacional Panamá-Pacífico, cuja organização foi em São Francisco (Califórnia) nos Estados Unidos da América.
A sua primeira exposição individual, já na capital portuguesa, tem lugar na Sociedade Nacional de Belas Artes, em 1917. Ainda nesse ano, parte a Primeira Guerra Mundial como oficial artista com o posto de capitão. Foi o único pintor a acompanhar o Corpo Expedicionário Português.
Sousa Lopes, principalmente até 1927, viajou pela Europa e pelo Norte de África, passando grandes temporadas em França e Portugal. Nesse ano, volta a expor e foi nomeado director do Museu de Arte Contemporânea (designado por Columbano Bordalo Pinheiro).
Este Leiriense começava a viver o ponto alto da sua carreira, no aspecto de reconhecimento e valor artístico. Em 1932 é eleito vogal da Academia Nacional de Belas Artes e nessa década recebe várias encomendas onde se destacam as pinturas decorativas para o Salão Nobre da Assembleia Nacional e para o Museu Militar de Lisboa.
Adriano de Sousa Lopes colaborou diversas vezes com grandes projectos onde se destacam algumas exposições históricas e comemorativas como “Arte Portuguesa da Época das Grandes Descobertas ao século XX”, em Paris (1931) e “Primitivos Portugueses”, em Lisboa (1940).
Sousa Lopes deixou imensos trabalhos espalhados pelos diversos países por onde passou. Bebeu da cultura francesa (Paris) e da cultura italiana (Veneza e Roma), dando-lhe conhecimentos para desenvolver a sua arte. O Museu de Arte Contemporânea possui trabalhos muito interessantes de Sousa Lopes em homenagem ao seu papel como director mas, principalmente, à sua importância como artista e homem da grande causa cultural.
Adriano de Sousa Lopes faleceu em Lisboa a 21 de Abril de 1944.
Adélio Amaro
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